Nascer timidamente

Posted in Uncategorized on 01/12/2008 by HeLena

Começar é o mais doloroso…

Ter coragem e enfrentar o exterior a nós

A Liberdade de Imprensa engloba a sopa

Posted in Uncategorized on 08/01/2015 by HeLena

Je suis Charlie!

Posted in Uncategorized on 08/01/2015 by HeLena

Tu que me lês no escuro, com medo de o acordar.

Posted in Uncategorized on 03/01/2015 by HeLena

Tu que escolhes as palavras para não o irritar,
Tu que deixaste de rir porque isso o enervava,
Tu que deixaste de ir porque isso o perturbava,
Tu que ficas em pânico quando o telefone está sem rede,
Tu que deixaste de estar com as tuas amigas,
Tu que passaste a evitar os que mais te amam,
Tu que abdicaste do batom e daquela saia que te ficava tão bem,
Tu que choras em silêncio antes de adormeceres,
Tu que fechas os olhos perante o chorrilho de palavrões,
Tu que perdoas o que sabes ser imperdoável,
Tu que tens vergonha de confessar o inconfessável,
Tu que sabes que o amor não é isso,
Tu que tremes quando te gritam aos ouvidos,

Tu que és um estilhaço de ti própria.

Tu que me lês em silêncio com medo de o acordar.

Não estás sozinha. Grita. Pede ajuda.
Estamos aqui.

Rita Ferro Rodrigues

Depression coming in…Surrounded by every shadowUnprotected from my

Posted in Uncategorized on 01/06/2013 by HeLena

Depression coming in…

Surrounded by every shadow

Unprotected from my partner 

Gotta gather strength to shelter my son.

Imagem Help.

Ontem

Posted in Uncategorized on 14/05/2013 by HeLena

Yes it is gone

Every Moment lost

Sad but not forgotten

To never be there again

Eager to let it all go

Ready to take on new challenges

Don’t stay in the past

Against your better nature

Yesterday is behind you

Platoon, 18 minutos de escrita livre

Posted in Uncategorized on 10/07/2011 by HeLena

Brumas, memórias,
Histórias de tempos passados
Esgota-se o meu ser
Deixo-me ir, perco-me
Diluo-me na névoa
Caio num espaço sem tempo
Sem ninguém,
Sem nada.
Hesito. Busco serenidade.
A vontade de recomeçar
Tudo
De novo
Do ovo

Voltar ao início
À protecção
Aos braços maternais
À segurança da inocência.
Não quero fraquejar!
Avançar!
Continuar!
Ser o muro, a força
Que sempre fui.
Conseguir aguentar a tempestade.
Suportar tudo
E
Erguer-me
De onde nunca me viram cair.

OLHA PARA O RELÓGIO!
FINGE QUE NÃO TE VÊEM!
GUARDA-TE!
GUARDA AS TUAS FRAQUEZAS, NÃO AS TRANSPAREÇAS.
APAGA-TE
SOBE A MÁSCARA E SORRI.
NINGUÉM PRECISA DISTO,
NINGUÉM PRECISA DE TE CONHECER
ASSIM…
SÊ FORTE!
AGUENTA!
TUDO PASSA!
E TUDO VOLTA. ESPERA…
ESPERA-TE!
TAMBÉM TU VOLTARÁS!

Because the best…

Posted in Uncategorized on 24/06/2010 by HeLena
Cesário Verde

Clepsidra

Porque o Melhor, Enfim

Porque o melhor, enfim,
É não ouvir nem ver…
Passarem sobre mim
E nada me doer!
_ Sorrindo interiormente,
Co’as pálpebras cerradas,
Às águas da torrente
Já tão longe passadas. _
Rixas, tumultos, lutas,
Não me fazerem dano…
Alheio às vãs labutas,
Às estações do ano.
Passar o estio, o outono,
A poda, a cava, e a redra,
E eu dormindo um sono
Debaixo duma pedra.
Melhor até se o acaso
O leito me reserva
No prado extenso e raso
Apenas sob a erva
Que Abril copioso ensope…
E, esvelto, a intervalos

Fustigue-me o galope
De bandos de cavalos.
Ou no serrano mato,
A brigas tão propício,
Onde o viver ingrato
Dispõe ao sacrifício
Das vidas, mortes duras
Ruam pelas quebradas,
Com choques de armaduras
E tinidos de espadas…
Ou sob o piso, até,
Infame e vil da rua,
Onde a torva ralé
Irrompe, tumultua,
Se estorce, vocifera,
Selvagem nos conflitos,
Com ímpetos de fera
Nos olhos, saltos, gritos…
Roubos, assassinatos!
Horas jamais tranqüilas,
Em brutos pugilatos
Fraturam-se as maxilas…
E eu sob a terra firme,
Compacta, recalcada,
Muito quietinho. A rir-me
De não me doer nada.

Camilo Pessanha, in ‘Clepsidra’